Fundos Imobiliários

FII de infraestrutura (FI-Infra)

também conhecido como: FI-Infra, Fundo de infraestrutura

FII especializado em titulos de credito de projetos de infraestrutura — energia, saneamento, transporte. Investe sobretudo em debentures incentivadas, indexadas a IPCA. Isencao de IR para pessoa fisica.

FI-Infra (Fundo de Investimento em Infraestrutura) e tecnicamente um FII diferenciado pela Lei 12.431, que permite alocar **predominantemente em debentures incentivadas** de projetos de infraestrutura (geracao de energia, transmissao, saneamento, rodovias, portos).

O atrativo principal: **isencao de IR para PF** tanto no rendimento mensal quanto, em algumas estruturas, no ganho de capital — desde que o fundo cumpra os requisitos legais (concentracao minima em debentures incentivadas, prazo medio etc.).

A carteira tipica e de **debentures indexadas ao IPCA + taxa fixa** (IPCA + 6% a 8% a.a.), com prazos de 8-15 anos. O yield mensal distribuido fica geralmente acima da NTN-B equivalente em prazo, refletindo o premio de credito corporativo.

Riscos: **credito do emissor** (concessionaria de energia, saneamento), **risco regulatorio** (mudancas em tarifas, ANEEL, ANP), **liquidez** das debentures no mercado secundario (em estresse, a marcacao a mercado castiga o yield e o P/VP). Apesar de ser chamado FII, esta mais proximo de um fundo de credito que de um FII imobiliario tradicional.

Exemplo prático

FI-Infra com carteira de debentures IPCA + 7% a.a., inflacao corrente 5% a.a. Yield bruto da carteira ~12% a.a. = 1% ao mes. Distribuicao mensal por cota de R$ 1,00 em cota a R$ 100 = DY mensal 1%, anualizado simples 12%, com isencao de IR para PF.

Quando usar

Util para quem busca **renda mensal isenta de IR indexada a IPCA**, aceita risco de credito corporativo de infraestrutura, e quer protecao real de longo prazo. Funciona como substituto parcial de tesouro IPCA + spread.

⚠ Armadilhas comuns

1. Confundir com FII de tijolo — nao tem imovel fisico. 2. Achar que isencao de IR e eterna — ha discussao sobre revisao. 3. Subestimar volatilidade do P/VP em ciclo de juros subindo (debentures longas marcam a mercado). 4. Ignorar concentracao em 1-2 setores (energia/saneamento). 5. Tratar como renda fixa pura — a cota oscila.

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